A inserção das pessoas com deficiência no mercado de trabalho ainda apresenta diferença significativa no Rio Grande do Norte. Em 2022, a taxa de ocupação desse grupo era de 25,2%, enquanto a população potiguar em geral registrava índice de 48,2%, segundo dados do Censo Demográfico analisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgados nesta sexta-feira (18)
No recorte nacional, a desigualdade também aparece. Em 2022, o nível de ocupação das pessoas com deficiência era de 29%, enquanto entre as pessoas sem deficiência alcançava 55,8%. No Rio Grande do Norte, o resultado colocou o Estado na quinta posição tanto no Nordeste quanto no País no acesso das pessoas com deficiência ao mercado de trabalho, conforme o levantamento.
Os dados integram a segunda edição da publicação Pessoas com Deficiência e as Desigualdades Sociais no Brasil. O levantamento reúne informações sobre educação, trabalho, mobilidade, participação social e acesso a direitos.
Entre as pessoas com deficiência ocupadas no Estado, 52,5% contribuíam para instituto de previdência. Considerando o total da população potiguar com deficiência, independentemente da condição de ocupação, 60,3% faziam algum tipo de contribuição previdenciária.
O levantamento também aponta diferenças de rendimento relacionadas ao sexo e à deficiência. Entre os homens com deficiência, a renda média era de R$ 1.241, próxima aos R$ 1.271 recebidos pelos homens sem deficiência.
Entre as mulheres, a distância era maior. As trabalhadoras com deficiência recebiam, em média, R$ 1.113, enquanto entre as mulheres sem deficiência o rendimento médio chegava a R$ 1.271.