A desistência acontece após alguns movimentos políticos. Em janeiro, o vice-governador Walter Alves (MDB) comunicou à governadora que não assumiria o cargo de governador caso ela renunciasse para concorrer ao Senado.
No mesmo dia, ele anunciou que era pré-candidato a deputado estadual, que também exige a renúncia no governo com seis meses de antecedência, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Walter e Fátima romperam politicamente - tendo os secretários indicados por ele deixado o governo. O vice, inclusive, declarou apoio à candidatura de Allyson Bezerra (União Brasil) para o governo em 2026 - adversário político do PT nas eleições estaduais.
Com a possível renúncia da governadora e do vice, a Assembleia Legislativa chegou a iniciar o processo para eleger um novo gestor para um mandato-tampão. Com a permanência da governadora no cargo até o fim do mandato, essa eleição não será mais necessária.
Eleita governadora pela primeira vez em 2018, Fátima Bezerra se reelegeu em 2022 no primeiro turno com 58% dos votos válidos. O mandato dela se encerra no fim de 2026.