Foto: Governo FederalQuase dois anos após a fuga considerada histórica da Penitenciária Federal de Mossoró, a principal obra de reforço da segurança da unidade segue longe de ser concluída. A construção da muralha de proteção, anunciada como medida de caráter “urgentíssimo” pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, não avançou além da etapa de fundações.
Orçada em cerca de R$ 28 milhões, a obra teve o contrato abandonado pela empresa responsável, deixando o canteiro praticamente parado, restrito a escavações iniciais. A situação chama atenção pela gravidade do episódio que motivou o investimento e pela lentidão na execução de uma estrutura considerada essencial para evitar novas falhas no sistema de segurança.
A Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), órgão vinculado ao governo federal, informou que um novo edital de licitação será lançado para a retomada da obra. A previsão oficial é de que, após a contratação, a conclusão da muralha ocorra em um prazo de até dez meses.
FUGA
A demora contrasta com o impacto da fuga registrada em fevereiro de 2024, quando os detentos Rogério da Silva Mendonça, conhecido como “Tatu”, e Deibson Cabral Nascimento, o “Martelo”, escaparam da unidade federal, a primeira fuga da história do sistema penitenciário federal brasileiro. O episódio expôs fragilidades na segurança da penitenciária e levou à promessa de medidas estruturais imediatas, que, quase dois anos depois, ainda não saíram do papel.
Blog Ismael Souza